Zinco-níquel
Zinco-níquel conforme ASTM B841 e ISO 4042, com liga de 12 a 16% de níquel e resistência acima de 1.000 horas em névoa salina, controlada por raio-X.
As camadas são isentas de tensões, dúcteis e de excelente penetração — cobrem bem peças de perfil pronunciado, tanto em tambor rotativo quanto em gancheira. Aceita passivação trivalente branca, preta ou transparente sem prejuízo da proteção. A ISO 4042:2022 é hoje uma das normas mais relevantes para revestimento de fixador, e é ela que fixa a liga de 12 a 16%. Atendemos diferentes balanceamentos conforme a especificação do cliente.
Passivação de cromo hexavalente. Foi um salto de uma ordem de magnitude sobre o zinco.
O poder de penetração é o que separa o zinco-níquel do zinco comum na prática: ele cobre bem em praticamente toda a faixa de densidade de corrente, então peça de perfil pronunciado, furo cego e rebaixo recebem camada onde o zinco deixaria região fraca. É por isso que o mesmo banho atende tambor rotativo e gancheira.
A liga é o que decide o resultado, e ela não se vê. Fora da faixa de 12 a 16% de níquel o revestimento aparenta conformidade e falha em campo — aspecto, cor e espessura ficam iguais. Por isso a liga é medida por fluorescência de raios X durante o processo, não só na inspeção final. Ao escolher fornecedor, é a pergunta que vale fazer: o raio-X é calibrado e a liga é acompanhada em processo?
Para fixador de alta dureza, o zinco-níquel não anda sozinho. O hidrogênio gerado na eletrodeposição se difunde para dentro do metal, e o alívio precisa vir logo depois do banho, em estufa com uniformidade levantada — é o que a desidrogenização resolve, e o que a auditoria confere.
Ficha técnica
- Liga
- 12 a 16% de níquel — controlada por XRF
- Espessura (prática O&G)
- 10 µm
- Névoa salina
- > 1.000 h
- Norma principal
- ASTM B841 · classes 1 e 2, grau 10 B+E
- Passivação
- Trivalente branca, preta ou transparente
- Equipamento
- Tambor rotativo e gancheira
- Fornecedor do processo
- MacDermid

O que cada norma fixa no Zinco-níquel.
O chip no topo da página reconhece a norma. Esta tabela diz o que ela exige — que é o que o especificador confere antes de fechar o desenho.
| Norma | O que trata | O que ela fixa aqui |
|---|---|---|
| ASTM B841 | Especificação do revestimento | A norma do zinco-níquel eletrodepositado. Fixa classe, grau e tipo de passivação — é ela que a designação completa cita. |
| ISO 4042:2022 | Revestimento de fixador | A quarta edição, de 2022, é a referência vigente para fixador: é ela que fixa a liga de 12 a 16% de níquel e abrange as passivações trivalentes. |
| ISO 15726 | Liga de zinco eletrodepositada | Requisitos da liga de zinco com níquel, ferro ou cobalto sobre ferro e aço. |
| DIN 50979 | Sistema para automotivo | A norma-guarda-chuva do automotivo europeu para revestimento de zinco e de liga de zinco, com passivação e selante. |
| Fiat PS50031 | Especificação de montadora | Revestimento de zinco-níquel para componente de veículo. |
| Petrobras N-215 | Especificação de operador | Zinco, zinco-níquel e PTFE em componente de óleo e gás. |
| ASTM B117 | Método de ensaio | Névoa salina neutra. É método de ENSAIO, não especificação de revestimento — as duas coisas aparecem juntas porque uma comprova a outra. |
As aplicações que chegam aqui.
Óleo & gás e subsea
Estojo de flange, porca, prisioneiro e componente de válvula, normalmente com acabamento fluoropolimérico por cima para somar controle de atrito.
Automotivo
Fixador de chassi, suspensão e motor, peça estampada e componente sob capô — onde a passivação trivalente substituiu o cromo hexavalente sem perder proteção.
Energia solar
Fixador e estrutura de painel fotovoltaico, exposto ao tempo por décadas, onde a troca de um parafuso custa muito mais que o parafuso.
Eólica e infraestrutura
Componente de grande porte em atmosfera agressiva, com a liga balanceada conforme a especificação do cliente.

Em sistema combinado, o desempenho não soma — multiplica.
O sistema de zinco-níquel com acabamento fluoropolimérico para óleo e gás tem página própria, com a designação ASTM B841 completa, o argumento de atrito e o que a hora de ensaio não diz — ver o sistema Zn-Ni + PTFE.
| Base metálica | Camada orgânica | Névoa salina | Observação |
|---|---|---|---|
| Zinco-níquel | PTFE Sapucaia | acima de 3.500 h ensaio em laboratório externo | O sistema de óleo e gás mais vendido da linha. Ensaio em laboratório externo contratado pela Sapucaia. |
| Zinco-níquel | Xylan® 1070 · base solvente · 16 µm | acima de 3.500 h material técnico Sapucaia | Faixa de trabalho de −195 °C a 260 °C — a mais larga da linha. Mais de três vezes e meia o Zn-Ni sozinho, com controle de atrito somado. |
| Zinco-níquel | Xylan® 1424 · base água · 16 µm | acima de 3.500 h desempenho especificado pela Sapucaia | Faixa de trabalho de −20 °C a 180 °C. Base água, para componente de processo em que a inércia química do fluoropolímero é o requisito. |
Variações desta linha.
Zinco-níquel branco trivalente
O acabamento mais pedido da linha: passivação trivalente branca, sem cromo hexavalente, com 1.000 horas de névoa salina em ensaio homologado.
Zinco-níquel preto
Acabamento preto uniforme sem abrir mão da proteção — a mesma liga controlada de zinco-níquel, com passivação trivalente preta e selante. É um revestimento diferente do zinco preto.
Zinco-níquel para energia solar
Estrutura de painel fica 25 anos ao tempo, com fixador que ninguém vai trocar. O processo controlado chega a 1.500 horas de névoa salina.
O que o especificador costuma perguntar.
Especifiquei ASTM B841 grau 10. E se eu precisar de mais resistência?
É o mesmo zinco-níquel depositado — muda a estrutura da camada, não o material. O zinco-níquel nanoestruturado, sob a especificação ASTM B1025-25, é o que aplicamos como NanoGalv®: a partir de 10 µm o ensaio da Modumetal em ASTM B117 registra acima de 10.000 horas até corrosão vermelha. A peça, a rosca e o projeto não mudam — muda a linha em que ela é processada. Mande o desenho e a norma do seu cliente final que o comercial devolve a designação completa.
Qual é a liga correta de zinco-níquel?
De 12 a 16% de níquel, faixa fixada pela ISO 4042:2022. Abaixo disso o revestimento perde boa parte da resistência à corrosão; acima, fica quebradiço e a aderência sofre. Como a diferença não aparece no aspecto da peça, a liga é medida por fluorescência de raios X durante o processo.
Zinco-níquel pode ser passivado em qualquer cor?
Sim — branca, preta ou transparente, em passivação trivalente, sem prejuízo da proteção. A cor é escolha de identificação visual e de especificação do cliente, não indicador de desempenho: a proteção vem da liga, da espessura e do selante.
Quantas horas de névoa salina o zinco-níquel resiste?
A base sozinha fica entre 900 e 1.000 horas até corrosão vermelha. Com passivação e selante, o acabamento branco trivalente fecha 1.000 horas em ensaio. Com acabamento fluoropolimérico por cima, o sistema fica acima de 3.500 horas com qualquer um dos top coats da linha. Toda hora publicada aqui sai com espessura, sistema e origem do dado.
Zinco-níquel serve para peça que vai ser pintada?
Serve, e é uma das combinações mais usadas em óleo e gás. O metálico dá a proteção galvânica de sacrifício e a camada orgânica dá barreira química e controle de atrito. Nesse caso o sistema não leva a passivação de acabamento — onde entra camada orgânica, a designação muda.
Precisa de desidrogenização depois do zinco-níquel?
Para fixador de alta dureza, sim, e imediatamente após o banho. A eletrodeposição gera hidrogênio que se difunde para dentro do aço; sem o alívio térmico entre 150 °C e 250 °C a peça pode fragilizar e romper sob carga, às vezes semanas depois da montagem.