ASTM B841 Cl. 2 · Grau 10 · sem passivação
Zinco-níquel com PTFE: a base protege, o topo controla o torque.
O sistema que o setor de óleo e gás especifica quando o fixador precisa das duas coisas — barreira contra corrosão e coeficiente de atrito previsível. Com o acabamento fluoropolimérico sobre base de 8 a 15 µm, são acima de 3.500 h em névoa salina — com o PTFE Sapucaia, em ensaio de laboratório externo, e o mesmo patamar com Xylan® 1070 e 1424.
As duas camadas, filmadas na linha
Registro de produção da Sapucaia, filmado na linha em Guarulhos: as duas camadas do sistema — a base de zinco-níquel ASTM B841 e o top coat de Xylan® 1424 aplicado por aspersão —, a bandeja girando para a camada sair uniforme e a cura em estufa. Vinte e quatro segundos, com trilha.
O que aparece na tela, cartela por cartela
- 00:00 Uma camada só não protege o equipamento.
- 00:03 Camada 1: zinco-níquel ASTM B841.
- 00:06 Camada 2: Xylan® 1424, aplicado por aspersão.
- 00:10 A bandeja gira para a camada sair uniforme.
- 00:12 Cura controlada em estufa.
- 00:16 Dois processos. Um único fornecedor.
- 00:19 Zinco-níquel ASTM B841 + Xylan® 1424 Sistema duplex completo para óleo e gás
As tomadas são de um mesmo lote de fixadores. Para a sua peça, o comercial confirma sistema, classe e camada a partir do desenho técnico e da norma de revestimento.
Duas camadas, duas proteções diferentes
Proteção contra a corrosão
A base metálica Zinco-níquel ASTM B841
Protege por sacrifício: a liga corrói antes do aço, e continua protegendo onde a camada foi riscada na montagem. É o que responde por quase toda a hora de ensaio.
Resistência química
O acabamento Xylan® 1424 · PTFE
Protege por barreira e por inércia: o PTFE é um dos polímeros mais inertes que existem — a ligação carbono-flúor resiste a ácido concentrado, álcali, solvente e oxidante forte. É o que barra o fluido de processo que o metal sozinho não barra.
Um mecanismo não cobre o do outro. Barreira sozinha falha no primeiro risco de montagem; sacrifício sozinho não barra o fluido de processo.
O que ataca o filme é curto e raro em serviço de óleo e gás: metal alcalino fundido e flúor elemental. Fora isso, o ataque químico não é o modo de falha.
O número não existe sem a espessura e o sistema.
Os três sistemas da linha entregam o mesmo patamar de proteção; o que muda entre eles é temperatura, atrito e fluido. Publicar “mais de 3.500 horas” sem dizer sobre o que é publicar um número que não se confere.
| Sistema | Névoa salina | Faixa de trabalho e observação |
|---|---|---|
| Zinco-níquel + PTFE Sapucaia base 8 a 15 µm + topo 15 a 25 µm | acima de 3.500 h ensaio em laboratório externo | O sistema de óleo e gás mais vendido da linha. Ensaio em laboratório externo contratado pela Sapucaia. |
| Zinco-níquel + Xylan® 1070 · base solvente · 16 µm base 8 a 15 µm + topo 16 µm | acima de 3.500 h material técnico Sapucaia · ASTM B117 | Faixa de trabalho de −195 °C a 260 °C — a mais larga da linha. Mais de três vezes e meia o Zn-Ni sozinho, com controle de atrito somado. |
| Zinco-níquel + Xylan® 1424 · base água · 16 µm base 8 a 15 µm + topo 16 µm | acima de 3.500 h desempenho especificado pela Sapucaia · ASTM B117 | Faixa de trabalho de −20 °C a 180 °C. Base água, para componente de processo em que a inércia química do fluoropolímero é o requisito. |
Hora de névoa salina não é ano de vida útil.
Quem especifica sabe disso, e é por isso que vale dizer: a ASTM B117 avisa, no próprio texto, que correlação e extrapolação de desempenho a partir do ensaio não são sempre previsíveis, e só devem ser consideradas quando há exposição atmosférica de longo prazo corroborando. O ensaio é comparativo — ele ordena sistemas em condição reprodutível. Não prevê vida em campo.
A razão é física: névoa salina contínua não reproduz o ciclo de molha e secagem, a variação de temperatura, a radiação ultravioleta nem a concentração variável de cloreto do ambiente real.
Então o número serve para o que ele serve: comparar. Zinco-níquel sozinho em 900 a 1.000 h, com top coat fluoropolimérico acima de 3.500 h — mesmo critério de corrosão vermelha, mais de três vezes. Essa razão é sólida. “Dez anos de plataforma” não sairia deste ensaio.
Para durabilidade, a linguagem é a ISO 12944
É nela que o projeto declara o ambiente e o tempo esperado, e é o vocabulário que o especificador usa:
- C5-M
- corrosividade muito alta, marinha — costeiro e offshore com alta salinidade
- CX
- extrema — offshore de alta salinidade, industrial de umidade extrema, tropical
- L · M · H · VH
- classes de durabilidade: até 7 anos · 7 a 15 · 15 a 25 · acima de 25
A ISO 12944-9 trata especificamente de estrutura offshore em CX, com ensaio cíclico — mais próximo do real que a névoa salina contínua.
Traga a categoria e a classe do seu projeto e o comercial responde qual sistema atende, em vez de comparar horas soltas.
Torque disperso é pré-carga desconhecida.
Se o zinco-níquel já protege contra corrosão, por que somar o fluoropolímero? A resposta não está na corrosão.
O acabamento fluoropolimérico da linha Xylan® 1070 aplicado aqui mede 0,047 de coeficiente de atrito dinâmico e 0,124 de estático, em ensaio ASTM G99. Revestimento de zinco-níquel sem acabamento, para comparação, tem coeficiente alto e instável — a literatura de fixador o coloca tipicamente entre 0,25 e 0,35, e o problema é mais a dispersão que o valor absoluto.
Numa junta aparafusada, isso não é conforto de montagem. O torque aplicado se divide entre vencer o atrito e gerar pré-carga. Se o atrito varia de peça para peça, o mesmo torque gera pré-carga diferente em cada parafuso do flange — e a junta trabalha fora do que o projeto calculou. Em serviço com vibração ou ciclo térmico, é aí que aparece perda de aperto.
O segundo ganho é engripamento: o fluoropolímero evita o travamento na desmontagem, o que num flange que será aberto para manutenção é a diferença entre trocar a junta e cortar o parafuso.
E o terceiro é barreira química: o acabamento fluoropolimérico resiste a fluido de processo e solvente que o metal sozinho não barra.
O que a base e o topo fazem, separados
| Base Zn-Ni ASTM B841 | Proteção sacrificial — o revestimento corrói antes do aço. É o que dá vida à peça, e o que responde por quase toda a hora de ensaio. |
|---|---|
| Topo fluoropolímero | Proteção por barreira + atrito controlado + resistência química. É o que faz a junta montar previsível e desmontar sem engripar. µ 0,047 dinâmico · 0,124 estático · ASTM G99 |
Um não substitui o outro. Barreira sozinha falha no primeiro risco de montagem; sacrificial sozinho monta com torque imprevisível.
“ASTM B841” sozinho não especifica nada.
A norma tem classe e grau, e sem os dois dois fornecedores entregam coisas diferentes e ambos dizem que atenderam. Neste sistema há um terceiro item, e ele é uma ausência: não há passivação, porque há pintura.
| Parte | O que fixa | |
|---|---|---|
| Classe 2 | 12 a 16% de níquel em peso | A classe 2 entrou na revisão de 2018. A classe 1 é de 5 a 12%. |
| Grau 10 | espessura mínima de 10 µm na base | O grau É a espessura mínima em micrômetros. Há grau 5, 8 e 10. |
| Sem passivação | o sistema com acabamento orgânico não leva camada de passivação | Passivação e pintura não coexistem. Por isso a designação deste sistema não traz tipo de passivação — quem especifica Zn-Ni sem pintura é que declara o tipo. |



A API 20E define o quanto o projeto exige
Para parafusaria de óleo e gás, a API 20E estabelece três níveis de especificação — e é o nível, não o gosto do comprador, que define o rigor de ensaio, rastreabilidade e documentação. O revestimento entra como requisito controlado de espessura, aderência e alívio de fragilização por hidrogênio.
- BSL-1
- serviço menos crítico, em que a falha do parafuso não gera dano catastrófico
- BSL-2
- risco médio — ensaio e documentação mais rigorosos
- BSL-3
- falha inaceitável. A definição usual é a aplicação em que a falha do parafuso libera hidrocarboneto para a atmosfera
O alívio de hidrogênio não é detalhe: em parafuso de alta resistência, o hidrogênio absorvido no banho fragiliza o aço e a falha aparece depois, em serviço. É por isso que a desidrogenização é parte do sistema, e não um extra — ver desidrogenização.
Especificações de operador atendidas
Citamos a especificação, não o cliente. É ela que o seu desenho referencia.
- I-ET-3010.00-1200-251-P4X-001 Petrobras — Revestimento de fixador
- N-215 Petrobras — Zn, Zn-Ni e PTFE
- 09-SAMSS-107 Saudi Aramco — Revestimento de fixador
- GP 56-02-13 ExxonMobil — Revestimento de fixador
- DEP 30.48.00.32 Shell — Revestimento de fixador
- 20E / 20F API — Fixador para óleo & gás e subsea
- Specification 6A API — Calibração de estufa
PFAS: risco de projeto longo, não de hoje.
O PTFE pertence à família dos PFAS, e a União Europeia está no meio de uma restrição ampla. O estado, medido em setembro de 2026: em março de 2026 os dois comitês científicos da ECHA — o de avaliação de risco e o de análise socioeconômica — manifestaram apoio à restrição em toda a UE, com derrogações direcionadas. O pedido de excluir fluoropolímeros por completo não foi aceito, mas eles receberam tratamento regulatório separado, com uma opção que permite uso continuado sob condições de contenção de emissão. A consulta pública fechou em maio de 2026, e a opinião final estava prevista para antes do fim do ano.
Na prática, para quem compra fixador revestido hoje isso não muda nada. Para quem projeta ativo de 25 anos, é uma variável a considerar — e é honesto dizer isso em vez de vender fluoropolímero como se não houvesse discussão.
Se o requisito for sair dos PFAS
O caminho no portfólio é o NanoGalv®: zinco-níquel nanoestruturado conforme ASTM B1025-25, livre de PFAS, com acima de 10.000 h em névoa salina a partir de 10 µm — ensaio ASTM B117 da Modumetal, licenciadora da tecnologia.
Ele resolve a corrosão sem top coat. O que o fluoropolímero acrescenta ali é atrito controlado e barreira química — e aí o sistema NanoGalv® + Xylan® fica no topo do portfólio.
O que perguntam antes de fechar o desenho.
Quantas horas de névoa salina o zinco-níquel com PTFE resiste?
Acima de 3.500 horas, sobre base de zinco-níquel de 8 a 15 µm — é o patamar dos três sistemas combinados da linha: PTFE Sapucaia (topo de 15 a 25 µm), Xylan® 1070 (base solvente, topo de 16 µm) e Xylan® 1424 (base água, topo de 16 µm). A escolha entre eles não se faz por hora de ensaio, e sim pela faixa de temperatura, pelo atrito e pelo fluido de processo. O zinco-níquel sozinho fica em 900 a 1.000 horas — o acabamento multiplica por mais de três. Toda hora aqui vem com a espessura, o sistema e a origem do dado, porque o número não significa nada sem os três.
Hora de salt spray equivale a anos de vida útil?
Não, e a própria ASTM B117 diz isso: correlação e extrapolação a partir do ensaio não são sempre previsíveis, e só devem ser consideradas quando há exposição atmosférica de longo prazo corroborando. O ensaio serve para comparar sistemas em condição reprodutível, não para prever vida em campo. Para durabilidade em projeto, a linguagem é a da ISO 12944: categoria de corrosividade (C5-M em ambiente marinho, CX em offshore) e classe de durabilidade.
Como especificar este sistema no desenho?
Pela base e pelo acabamento, separados. A base é ASTM B841 classe 2, grau 10: liga de 12 a 16% de níquel, espessura mínima de 10 µm. O acabamento é o fluoropolímero, com a camada e a linha definidas pela aplicação. **Não entra tipo de passivação:** passivação e pintura não coexistem, e o sistema com acabamento orgânico não leva camada passivada. Se o seu desenho tem campo de tipo, traga a especificação do cliente final e o comercial confirma o que preencher.
Por que somar PTFE se o zinco-níquel já protege?
Porque a corrosão não é o único requisito da junta. Zinco-níquel sem acabamento tem coeficiente de atrito alto e instável, e num fixador isso significa torque disperso e pré-carga desconhecida — a junta trabalhando fora do que o projeto calculou. O acabamento Xylan® 1070 aplicado aqui mede 0,047 de atrito dinâmico e 0,124 de estático em ASTM G99, contra 0,25 a 0,35 típicos do zinco-níquel nu segundo a literatura de fixador. Ganha-se também barreira química contra fluido de processo e proteção contra engripamento na desmontagem.
A restrição europeia aos PFAS afeta este sistema?
É um risco de horizonte, não de hoje, e vale considerar em projeto de vida longa. Em março de 2026 os dois comitês científicos da ECHA apoiaram a restrição ampla a PFAS na União Europeia, com derrogações direcionadas; o pedido de excluir fluoropolímeros por completo não foi aceito, mas eles receberam tratamento regulatório separado, com uma opção que permite uso continuado sob condições de contenção de emissão. A consulta fechou em maio de 2026 e a opinião final estava prevista para o fim do ano. Para quem quer sair da família PFAS, o caminho no nosso portfólio é o NanoGalv®, que é livre de PFAS.
Serve para BSL-3 da API 20E?
A API 20E define três níveis de especificação de parafusaria, e o BSL-3 é o de falha inaceitável. O revestimento entra ali como requisito controlado de espessura, aderência e alívio de fragilização por hidrogênio — não como escolha estética. Atendemos os três níveis conforme a especificação do projeto; traga o documento do seu cliente final e o comercial confirma item por item.