Óleo & Gás Subsea
O topo de exigência: fixador que precisa desmontar depois de anos submerso, em ambiente com H₂S e sem acesso para manutenção corretiva.
No subsea não existe manutenção barata. O revestimento é o que decide se a junta abre no primeiro torque ou vira uma operação de corte.
O subsea inverte a conta que vale em terra. O revestimento é a fração mais barata do conjunto, e é ele que decide se a junta abre no primeiro torque ou vira uma operação de corte com embarcação mobilizada. Nenhuma economia no banho sobrevive a um dia de campanha.
Por isso a especificação aqui pede as duas coisas ao mesmo tempo: proteção anticorrosiva com margem sobre o horizonte do ativo, e comportamento de remoção previsível anos depois. É o que faz o sistema — base metálica mais camada fluoropolimérica — ser a resposta padrão em vez de um banho só.
A qualificação de fixador segue API 20E e 20F, e o meio com H₂S traz a NACE MR0175 para a escolha do material de base. O revestimento não resolve trinca sob tensão em meio ácido: isso é decisão de material, e o tratamento de superfície entra depois dela, não no lugar dela.

O que aplicamos neste setor.

Zinco-níquel com PTFE
ASTM B841 classe 2 com acabamento fluoropolimérico: barreira contra corrosão e coeficiente de atrito controlado, para pré-carga previsível no fixador.
NanoGalv®
Zinco-níquel nanoestruturado conforme ASTM B1025-25, que passa de 10.000 horas de névoa salina até corrosão vermelha com 10 µm em ensaio ASTM B117 da Modumetal.
Xylan®
Revestimento de fluoropolímero da linha PPG, aplicado por spray. O Xylan 1070 tem camada de 15 a 25 µm e atrito dinâmico de 0,047 em ASTM G99.
Bissulfeto de molibdênio (MoS₂)
Lubrificante sólido de bissulfeto de molibdênio ligado por resina, aplicado por spray sobre fixador e componente roscado para controlar o atrito de aperto.
Cádmio
Cadmiagem eletrolítica conforme ASTM B766 classe 12 tipo II, com 1.000 horas de névoa salina em laudo ASTM B117 acreditado ISO/IEC 17025.
Desidrogenização
Tratamento térmico de alívio de hidrogênio entre 150 °C e 250 °C, imediatamente após o recobrimento galvânico, em estufas calibradas conforme API 6A.
Trabalhamos contra a especificação do seu cliente final.
Diga a norma e indicamos o sistema.
| Origem | Especificação | Tema |
|---|---|---|
| Petrobras | I-ET-3010.00-1200-251-P4X-001 | Revestimento de fixador |
| Petrobras | N-215 | Zn, Zn-Ni e PTFE |
| Saudi Aramco | 09-SAMSS-107 | Revestimento de fixador |
| ExxonMobil | GP 56-02-13 | Revestimento de fixador |
| Shell | DEP 30.48.00.32 | Revestimento de fixador |
| API | 20E / 20F | Fixador para óleo & gás e subsea |
| API | Specification 6A | Calibração de estufa |
O que o especificador costuma perguntar.
O que muda entre óleo & gás de superfície e subsea?
O custo do acesso. Em superfície, uma troca de fixador é manutenção de rotina; no subsea, é campanha com embarcação. Isso empurra a especificação para o topo da escada de proteção e acrescenta um requisito que a superfície não tem: o conjunto precisa desmontar anos depois, sem engripar.
O revestimento protege contra H₂S?
Não é o que resolve. Meio com H₂S exige material de base adequado à NACE MR0175 / ISO 15156, porque o mecanismo ali é trinca sob tensão, não corrosão de superfície. O revestimento entra depois dessa decisão, para a proteção anticorrosiva e o controle de atrito.