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Bissulfeto de molibdênio (MoS₂)

Lubrificante sólido de bissulfeto de molibdênio ligado por resina, de cor cinza, aplicado por spray sobre fixador, haste e componente roscado para controlar o atrito de aperto e impedir o engripamento. Capacidade instalada, aplicada sob especificação do cliente.

O MoS₂ é lamelar: as camadas escorregam entre si sob carga, e é isso que dá atrito baixo exatamente onde graxa não fica — junta roscada, alta pressão e baixa velocidade. Não escorre, não atrai particulado e não depende de reaplicação, que é o que decide em equipamento sem acesso para manutenção corretiva. O que ele não é: barreira anticorrosiva. Em ambiente úmido e salino o bissulfeto de molibdênio oxida, e lubrificante sólido sozinho não substitui camada de proteção. Por isso, em aplicação marinha, ele entra como camada de topo sobre base metálica — zinco-níquel ou NanoGalv® — em sistema combinado: o metálico protege por sacrifício, o lubrificante sólido controla o atrito de aperto. Aplicamos hoje, sob especificação do cliente. Não temos qualificação por norma para o MoS₂ puro — e não afirmamos conformidade para a qual não há laudo.

Nota: Esta ficha não publica coeficiente de atrito nem hora de névoa salina para o MoS₂ puro: não há ensaio próprio deste revestimento. Número de revestimento sem ensaio atrás não vai ao site.

Ficha técnica

Química
Resina + bissulfeto de molibdênio (MoS₂)
Cor
Cinza
Aplicação
Spray, com cura em estufa
Função
Controle de atrito de aperto e anti-engripamento
Preparação
Jateamento e fosfato de manganês
Produtos aplicados
PPG (Whitford) · Molykote · Everlube
Espessura
Definida com a engenharia, conforme a peça e a norma do cliente
Em sistema combinado
Topo sobre zinco-níquel ou NanoGalv®
Situação
Capacidade instalada · sem qualificação por norma
Perguntas técnicas

O que a engenharia costuma perguntar.

O bissulfeto de molibdênio protege contra corrosão?

Não. Ele é lubrificante sólido, não barreira anticorrosiva: em ambiente úmido e salino o MoS₂ oxida e perde desempenho. Em aplicação marinha ele entra como camada de topo sobre base metálica — zinco-níquel ou NanoGalv® — em sistema combinado. O metálico dá as horas de névoa salina; o lubrificante sólido dá o atrito previsível no aperto e na desmontagem.

Qual a diferença entre bissulfeto de molibdênio e PTFE?

São lubrificantes sólidos com vocações diferentes. O MoS₂ trabalha melhor sob carga alta e baixa velocidade, que é o caso da junta roscada. O PTFE dá atrito baixo com boa inércia química e faixa térmica ampla. Não é preciso escolher: o Xylan® 1425, que aplicamos em produção, combina os dois no mesmo revestimento.

A Sapucaia é homologada para bissulfeto de molibdênio?

Ainda não, e preferimos dizer isso a deixar supor o contrário. A capacidade de aplicação está instalada e o processo roda, e não temos qualificação por norma. Homologação é por empresa e por processo, e quem audita confere — afirmar o que não se sustenta em laudo custa mais caro do que não afirmar.

Quais normas regem o revestimento de lubrificante sólido?

As normas de referência do produto são MIL-PRF-46010, SAE AS5272 e AMS2526, com vida de desgaste avaliada por ASTM D2625 e atrito de fixador medido por ISO 16047. A Sapucaia não é qualificada em nenhuma delas: são a referência do mercado, não credencial nossa. Diga a norma que o seu cliente final exige e a engenharia responde o que atendemos hoje.

Por que aplicar com vocês, se o produto é de catálogo?

Porque aplicar não é comprar. A Sapucaia é aplicador homologado PPG (Whitford) para a linha Xylan® — aplicar essa linha exige homologação do fabricante, e a auditoria é dele, não nossa. Molykote e Everlube não têm essa exigência: são de compra livre. Some-se a base metálica na mesma casa, zinco-níquel e NanoGalv®, e a mesma ordem de serviço cobre as duas camadas do sistema combinado, com um rastreio só e uma responsabilidade só.

Serve para controlar torque de aperto?

É exatamente para isso que o mercado de óleo e gás o especifica. Atrito de rosca instável faz o mesmo torque gerar cargas de aperto diferentes, e o que falha depois é a junta, não o parafuso. O lubrificante sólido torna o atrito repetível. Para declarar o valor de atrito da sua peça é preciso ensaio de torque-tensão por ISO 16047, em laboratório externo. Hoje não temos esse ensaio para o MoS₂ puro.

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