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Setor-foco

Aeroespacial

Cádmio de baixa fragilização por hidrogênio e desidrogenização com estufa calibrada, com a rastreabilidade que o setor exige.

AMS-QQ-P-416ASTM B766CQI-9

Fragilização por hidrogênio em componente estrutural não dá segunda chance.

Aeroespacial é o setor em que a norma do revestimento e a do tratamento térmico andam coladas. O cádmio de baixa fragilização é especificado sob AMS-QQ-P-416 — norma do setor aeronáutico, não de óleo e gás, onde a designação seria ASTM B766 classe 12 tipo II. Trocar uma pela outra no desenho é erro de especificação.

A razão de o cádmio resistir tanto à substituição aqui é a compatibilidade galvânica com o alumínio. Em estrutura de liga leve, um revestimento eletroquimicamente mal escolhido não elimina a corrosão: transfere para a peça que se queria proteger.

O que a auditoria confere não é a temperatura nominal da estufa: é o levantamento de uniformidade que prova que toda a carga chegou à faixa, e a calibração de termopar rastreável. Peça que ficou num ponto frio do forno não teve o alívio completo, e é ela que rompe em serviço.

Perguntas técnicas

O que o especificador costuma perguntar.

Qual norma de cádmio vale em aeronáutica?

AMS-QQ-P-416, que é a norma do setor aeronáutico. ASTM B766 classe 12 tipo II é a designação de óleo e gás. As duas cobrem cádmio eletrodepositado, mas não são intercambiáveis num desenho.

O que é cádmio LHE?

Low Hydrogen Embrittlement — a variante de processo formulada para gerar menos hidrogênio durante a deposição, usada em aço de alta resistência de peça aeronáutica. Ela reduz a entrada de hidrogênio, e não dispensa o alívio térmico que vem depois.

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